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OCT
18
2018

Agro espera crescer 40% até 2050 com tecnologia e produção sustentável

Como o Brasil pode aumentar a produção em 40% até 2050? A recomendação da FAO para o país foi o mote de um debate que envolveu as principais lideranças da cadeia de proteína animal em Atibaia (SP). O encontro, promovido pela Trouw Nutrition em outubro, reuniu representantes da piscicultura, pecuária leiteira, avicultura e suinocultura e carne bovina.

Megatendências como mudanças demográficas, urbanização acelerada, deslocamento do poder econômico para países emergentes, aquecimento global, escassez de recursos e avanços tecnológicos são alguns dos fatores que podem interferir na produção, além de problemas recorrentes na produção brasileira como a infraestrutura e a burocracia.

Confira as principais estratégias dos setores.

PEIXE

“A piscicultura é uma atividade nova e desconhecida. Hoje, de cada dois quilos de peixe consumidos, um já vem da aquicultura, de peixes criados em cativeiro. Em 2030 serão 70%. É a aquicultura que vai suprir a necessidade de fornecimento de peixes porque rios e mares estão entrando em colapso”, diz o presidente da Peixe BR, Ricardo Neukirchner.

Nos últimos anos, o setor cresceu muito. A taxa foi de 540% no ciclo 2016/2017. A produção atual, estimada em 2017, foi de 691,7 toneladas e o valor da produção é de R$ 5,4 bilhões.

Apesar dos números substanciais, hoje o Brasil importa cerca de U$ 1 bilhão de pescado.

Apesar disso, na opinião do presidente da Peixe BR, a piscicultura vai crescer no Brasil ainda mais do que a taxa recomendada pela FAO. “O Brasil tem 14% das reservas de água doce do planeta, a piscicultura não precisa de terras, tem diversidade, precisa ser sustentável e é uma máquina de conversão alimentar”.

LEITE

“Como aumentar a produção em 40%? A resposta é uma só. Temos que ser mais intensivos, utilizar melhor os recursos disponíveis para a humanidade e respeitar os recursos finitos do meio ambiente”, diz Roberto Jank, vice-presidente da Abraleite.

Entre 1974 e 2016, a produção mundial de leite cresceu 374%, para 34 bilhões de litros, segundo a Embrapa. No Brasil o crescimento foi bem menor, 71%, o que equivale a 7 bilhões de litros.

“A produção precisa ser intensiva, não importa o modelo. Assim a pegada de carbono é muito menor. Não precisa ser confinamento.

“O resultado depende de diversas variáveis, cabe a nós decidirmos as prioridades, mas o modelo de produção não é prioritário. Temos 1 milhão de produtores, grande parte em um sistema de baixa produtividade. Precisamos mudar o quadro de como produzir”, afirma.

“Não dá pra ser um bom pecuarista se não for um bom agricultor. É preciso entender a necessidade dos sistemas de integração, não é possível dissociar pecuária da agricultura”, disse Roberto, lembrando que hoje uma fazenda produz cerca de 40 mil litros de leite por hectare.

“O melhor investimento com vaca de leite, com pecuária de um modo geral, chama-se bem-estar animal. Preservar a vaca, dar conforto para a vaca, ambientação, tudo isso resulta em eficiência. Sempre que me perguntam qual é o melhor investimento eu digo: bem-estar animal. Investimento é sempre em bem-estar animal.”

Segundo o executivo, hoje o maior custo é o custo de oportunidade. “Precisamos mostrar que o que fazemos é melhor do que outra atividade que poderia estar sendo feita no lugar. Em segundo lugar precisamos intensificar a produção por área. Nós temos um trabalho de ganho de oportunidade fácil de fazer. O Brasil já esteve entre os maiores campeões do consumo de leite. O país tem um futuro magnífico e esses 40% nós tiramos de letra”.

Matéria completa em: Globo Rural

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