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JAN
26
2018

Especial Qualidade da Água: 7 características para acompanhar bem de perto

Na piscicultura, garantir um ambiente ideal para o desenvolvimento de seus peixes é fundamental para conquistar melhores resultados na hora da despesca. Isso significa monitorar continuamente indicadores sobre a qualidade da água nos tanques e, ao sinal de qualquer alteração prejudicial, adotar ações rápidas e eficazes. A AgroInova, preocupada em ajudar os piscicultores com esta questão, criou o QFish: um aplicativo 100% gratuito que auxilia no acompanhamento de parâmetros essenciais da água, além de mais uma série de funcionalidades para o sucesso de sua piscicultura!

Inspirados no QFish, elaboramos um guia com 7 características da água que você deve observar bem de perto. Confira:

  1. Temperatura: um dos fatores de maior importância para garantir um ambiente ideal para o desenvolvimento de seus peixes é a temperatura da água. Em águas tropicais, geralmente, as espécies toleram bem temperaturas na faixa de 20 a 28°C (podendo variar de acordo com a espécie e região). Variações muito bruscas da temperatura podem diminuir a resistência dos peixes a doenças, ocasionar surtos e até mortes.Alguns sintomas para ficar atento: quando a temperatura da água está muito baixa, os peixes comem e crescem menos. Já quando está muito elevada, o metabolismo dos peixes é acelerado e eles passam a comer mais, sofrendo com a queda da qualidade da água.
  2. Oxigênio: A concentração de oxigênio da água é, sem dúvida, uma das variáveis mais importantes que o piscicultor deve monitorar. Quanto maior a altitude ou a temperatura, menor o nível de saturação de oxigênio. Em seu controle, você deve saber que valores ideais devem superar a marca de 4 mg/L.Para ficar de olho: observe se seus peixes estão agrupados na entrada da água no tanque, onde há maior concentração de oxigênio, ou se estão próximos à superfície “boquejando”. Esses são indícios de que há algo errado com a concentração de oxigênio na água.
  3. Transparência: Se há vida dentro da água, há luz. É isso o que indica a transparência. Pode parecer óbvio, mas normalmente é um aspecto que pega os produtores pelos pés. Se a transparência for reduzida, a luz penetra poucos centímetros na água, não provendo calor e condições necessários ao desenvolvimento do fitoplâncton, que está diretamente associado à produção de oxigênio (como vimos aqui no post anterior).
  4. Acidez: Para saber qual acidez em seus tanques, você precisa medir o PH da água, que pode variar de 0 a 14. A faixa ideal para a produção de peixes é entre 6,5 e 8,0. Abaixo de 4 e acima de 11, pode ser letal para algumas espécies. A transparência muito baixa é um dos sinais de que o ph está alto.Algumas medidas corretivas são: reduzir a quantidade de ração oferecida ou até mesmo suspender até a normalização do indicador, aplicar calcário agrícola ou renovar a água do viveiro.
  5. Amônia: Amônia é a excreção dos peixes. A substância também se origina da decomposição de matéria orgânica, da adição de adubo na água e também da ração não consumida pelos peixes. Fique atento: níveis de amônia tóxica acima de 0,10 mg/L e de nitrito acima de 0,03 mg/L são prejudiciais aos seus peixes!
  6. Alcalinidade: um ambiente saudável para seus peixes é aquele capaz de neutralizar ácidos. A esse fator damos o nome de Alcalinidade. Para medir a alcalinidade você deve saber qual a quantidade de carbonato de cálcio (CaCO3) presente na água, substância que é responsável por manter a estabilidade do ph da água. Ela deve ser igual ou superior a 20 mg/L. Abaixo disso, adubação pode perder sua eficácia.
  7. Gás carbônico: Todos os organismos presentes no tanque – os fitoplânctons, zooplânctons e os próprios peixes – liberam CO2 enquanto respiram. Ele também é resultado da decomposição da matéria orgânica no sistema. Você deve se atentar para sua concentração na água que deve ser abaixo de 10 mg/L.
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