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NOV
08
2018

Nutrição balanceada é sinônimo de animais saudáveis – Parte 2

Na reportagem anterior, a equipe QMilk mostrou como deve ser feita a escolha da melhor forrageira para cada tipo de perfil produtivo e, continuando o módulo, nessa segunda etapa falaremos sobre a importância do manejo de pastagens para manter a saúde de vacas leiteiras, evitando casos de mastite clínica.

As informações trazidas nesse conjunto de matérias têm como principal base de informações o livro “Princípios e recomendações para o manejo de pastagens” que explica, de maneira técnica e simplificada, informações necessárias para um bom manejo de forrageiras.

Importância do manejo de pastagens

O manejo da pastagem é um conjunto de ações que envolve diversos fatores, como o solo, planta, animal e meio ambiente, e tem por objetivo a manutenção da estabilidade e produtividade da população de plantas e do meio ambiente. Dessa forma, estão incluídas práticas de conservação do solo, correção e fertilização, combate à pragas e doenças, dimensionamento de piquetes, aguadas e pontos de fornecimento de suplementos, etc. Já o manejo do pastejo, por sua vez, está relacionado ao monitoramento e condução do processo de colheita de forragem pelo animal, ou seja, definir o momento de entrada e saída dos animais do pasto (lotação rotacionada) ou a necessidade de ajustes no número de animais em cada piquete (lotação contínua).

O manejo incorreto das pastagens é o principal responsável pela alta proporção de pastagens degradadas no Brasil.

Lotação Rotacionada

É o método de pastejo caracterizado pela troca dos animais de forma periódica e frequente entre as subdivisões da pastagem ou piquetes. Não se recomenda definir dias fixos de descanso, uma vez que se as condições climáticas
forem favoráveis o pasto pode crescer muito e assim, a morte de folhas e o alongamento de colmos se intensificam. Com isso, manejos baseados em altura são mais recomendados.

Porque não devemos usar dias fixos?

Após o pastejo, as plantas buscam refazer sua área foliar com o objetivo de maximizar a captura da luz. Nessa fase de crescimento como não há competição por luz a planta prioriza a produção de folhas. Quando a quantidade de massa se eleva e as folhas começam a se sobrepor e sombrear umas às outras, inicia a morte de folhas mais velhas, especialmente aquelas posicionadas mais próximas do solo.

O alongamento de colmos também se acelera, pois a planta entra em competição por luz, causando redução da produção de folhas. A velocidade desses processos depende das condições climáticas e de solo (chuvas, fertilidade e adubações, etc.). Assim, se definirmos dias fixos, ora o pasto pode ser colhido passado, ora pode ser muito cedo para entrada dos animais.

O manejo baseado em altura garante a colheita do pasto sempre no ponto de máximo acúmulo de folhas e mínimo de colmos e material morto.

Abaixo segue uma tabela com as recomendações de manejo (altura, em cm) para as principais gramíneas sob lotação rotacionada:

Lotação Contínua

Consiste no método de pastejo onde o rebanho permanece em um piquete ou área durante toda a estação de pastejo. A lotação contínua pode ser utilizada com taxa de lotação fixa ou variável. A primeira, não oferece controle nas condições da pastagem (nem qualidade e nem quantidade). Já com a lotação variável podemos alterar o número de animais e/ou o tamanho da área e ajustar a taxa de pastejo com o intuito de melhorar a qualidade e a quantidade de forragem oferecida ao animal. Nesse método, cada planta também possui uma altura ideal de manejo onde é possível produzir mais folhas e com alto valor nutritivo.

Em pastos submetidos à lotação contínua, a comunidade vegetal pode se ajustar à diferentes condições de manejo para assegurar sua perenidade e maximizar o crescimento. Esses ajustes dependem da altura com que a pastagem é mantida.

Se os pastos foram mantidos muito baixos (superpastejo), a planta terá que mobilizar nutrientes da raiz para sustentar o crescimento. No longo prazo, o pasto perde a habilidade de crescer, pois as reservas se esgotam. Para o animal, o consumo, ganho de peso e produção de leite são prejudicados, pois a cada bocado ele consegue consumir muito pouco.

Se os pastos estiverem muito altos (subpastejo), a morte de folhas e perfilhos é elevada. O consumo também é prejudicado, pois o animal perde muito tempo selecionando e manipulando as folhas antes de ingerir. O valor nutritivo do pasto também é menor e a taxa de lotação muito baixa.

Logo abaixo segue uma tabela com as recomendações de manejo (altura, em cm) para as principais gramíneas sob lotação contínua:

Ajustes no número de animais devem ser feitos periodicamente, buscando manter a altura do pasto dentro dos limites recomendados acima.

Em suma, independentemente do método de pastejo adotado na propriedade, o produtor deve compreender que existe um ponto onde a planta possui sua máxima produção e valor nutritivo, e assim, com o manejo correto obterá animais com alta produção leiteira e escore corporal ideal, evitando prejuízos na sua propriedade e otimizando seus lucros e ganhos produtivos. Além disso, o pastejo rotacionado pode ser uma das melhores soluções para fazendas
com alta incidência de mastite ambiental, pois na prática, vacas leiteiras confinadas em galpões podem chegar a um ponto em que a contaminação do ambiente está com uma carga microbiana muito elevada e, utilizando esse método de pastejo, os animais saem daquele ambiente séptico e consequentemente a incidência de novos casos é controlada.

Quer saber mais sobre forragicultura e pastagens? Então aguarde a continuação do módulo “Nutrição saudável é sinônimo de animais saudáveis” com o tema “Abordagem sobre medição da altura de forragem e seus principais fatores antinutricionais”.

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Referências:

DA SILVA, S.C. & NASCIMENTO JÚNIOR, D. Avanços na pesquisa com plantas forrageiras tropicais em pastagens: características morfofisiológicas e manejo do pastejo. Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, v.36, supl.p.122-138,
2007.

DIAS-FILHO, M.B. Formação e Manejo de Pastagens. Comunicado Técnico 235. Embrapa Amazônia Oriental, Belém, PA, 2012. 9p. Disponível em <https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/937485/1/OrientalComTec235.pdf>. Acesso em 09 de outubro de 2018.

EUCLIDES, V.P.B. et al. Manejo do pastejo de cultivares de Brachiaria brizantha (Hochst) Stapf e de Panicum maximum Jacq. Revista Ceres, Viçosa, v.61, supl.p.808-818, 2014.

PEREIRA, L. E. T.; POLIZEL, G. H. G. Princípios e recomendações para o manejo de pastagens. Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEAUSP), 2016.

Autores:
Guilherme Henrique Gebim Polizel
Graduando em Medicina Veterinária pela USP-FZEA

Roberto Arana Elmor
Médico veterinário e Representante Comercial da AgroInova

Sobre o autor

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