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NOV
08
2018

Nutrição balanceada é sinônimo de animais saudáveis – Parte 3

Na reportagem anterior, a equipe QMilk mostrou como deve ser feito o manejo de pastagem e quais as melhores alturas de entrada e saída dependendo do tipo de pastejo e também da espécie forrageira. Nessa última etapa desse módulo falaremos sobre como se controla a altura de pastagens e os principais fatores antinutricionais para vacas leiteiras.

As informações trazidas nesse conjunto de matérias têm como principal base de informações o livro “Princípios e recomendações para o manejo de pastagens” que explica de maneira técnica e simplificada, informações necessárias para um bom manejo de forrageiras.

Como controlar a altura do pasto?

A principal dificuldade em adotar a altura para o manejo dos pastos é a preocupação em como identificar o momento de entrar com os animais em cada piquete e quando sair. A primeira coisa que deve ficar clara é que, se você deseja obter produções elevadas e manter a pastagem produtiva, você precisa observar seu pasto.

A Embrapa desenvolveu uma régua de manejo de pastagens, que indica a altura certa de entrada e da saída dos animais da pastagem. Em pastejo contínuo, a régua indica o momento de aumentar ou reduzir a lotação do pasto. Ou seja, a altura máxima de capim indica aumento de número de animais no piquete e a altura mínima indica que é necessário reduzir o número de animais. A régua pode ser usada em Brachiaria humidicola Comum, Brachiaria decumbens cultivar Basilisk, Brachiaria brizantha, cultivares Marandu, Xaraés e BRS-Piatã e em três cultivares do gênero Panicum: Massai, Tanzânia e Mombaça (Costa & Queiroz, 2013).

Contudo, qualquer haste, bastão, cabo de vassoura ou mesmo pintar os mourões de cada piquete na altura indicada para entrada e saída (rotativo) ou altura média do pasto (lotação contínua) serve como ferramenta de manejo.

Para pastos manejados sob lotação intermitente (rotativo), deve-se ter em mente que a ordem em que os piquetes serão pastejados não corresponde a sequência em que se encontram dispostos. O ideal é que se proceda uma avaliação semanal da altura de todos os piquetes, em seguida faça uma lista dos piquetes seguindo uma ordem de altura em que se encontram (imagens abaixo).

Para pastos manejados sob lotação contínua a ideia é a mesma. Com base na faixa de altura recomendada para a espécie em uso (ex. 25 a 35 cm para capimmarandu), a cada semana faz-se o ajuste de lotação. Em piquetes que estão
próximos ao limite inferior de altura, se retiram alguns animais. Naqueles que estão próximos ao limite superior, adicionam-se animais. Enquanto aqueles que estão dentro dessa amplitude, mantém-se os animais que já estão lá.

Fatores Antinutricionais e Princípios Tóxicos

  • A Brachiaria decumbens apresenta saponinas, que geram fotossensibilização hepatógena em ovinos e bovinos. Casos isolados de fotossensibilização também são registrados em capim-marandu.
  • A intoxicação por alcalóides pode ocorrer em bovinos e ovinos consumindo pastos de Phalaris.
  • Alguns cultivares de sorgo podem conter glicosídeos cianogênicos, que causam a morte de animais. Para evitar problemas, o sorgo não deve ser pastejado quando está com menos de 20cm de altura.
  • Pastagens mal manejadas e não adubadas podem resultar em deficiência de minerais em ruminantes. Deficiência de cálcio e fósforo tem sido comuns nessas situações, quando os animais não recebem suplementação mineral, particularmente na época seca do ano. O sintoma mais evidente da deficiência de cálcio e fósforo é o Raquitismo em animais jovens e a osteomalácia em animais adultos.

Sempre que possível, busque a ajuda de um profissional da área para avaliação da fertilidade do solo e recomendações sobre a escolha da planta e manejo correto.

Leguminosas

  • A leucena possui mimosina, cujo efeito tóxico é verificado pela queda de pelos, salivação e perda de peso. Pode induzir também à disfunção da atividade reprodutiva em vacas, mas os efeitos são irregulares e reversíveis. Por isso não deve ser fornecido como único alimento.
  • Casos de timpanismo têm sido registrados em animais consumindo alfafa. A ocorrência de timpanismo depende do tipo de animal, do ambiente em que a alfafa se desenvolve, bem como da cultivar. A cultivar crioula apresenta baixos níveis de saponinas, não sendo considerada tóxica mesmo sob pastejo direto.
  • Forrageiras do gênero Crotalaria apresentam altos teores de alcalóides.
  • Solos com deficiência de nitrogênio, potássio, cálcio, enxofre, boro e manganês, e com excesso de cobre, ferro, manganês e zinco, tendem a contribuir para que as leguminosas como guandu e leucena produzam mais compostos fenólicos como a mimosina.
  • Soja perene, Kudzu tropical e Macrotiloma apresentam teores significativos de saponinas, taninos e alcalóides que podem prejudicar a ingestão e a digestibilidade da forragem. Se utilizadas em consórcio, como banco de proteína ou feno, não são verificados efeitos tóxicos.

Sempre priorize a entrada dos animais no piquete no momento correto, uma vez que é onde será definido se houve alongamento de colmos, morte de folhas e lignificação da parede celular (menor valor nutritivo). Não há problemas em deixar um resíduo um pouco mais elevado, pois isso só irá resultar em maior velocidade de recuperação da planta após o pastejo. Além disso, deve-se sempre avaliar qual o tipo de forrageira que está ofertando para seus animais para não correr o risco de uma queda produtiva, aumento da incidência de mastite ou até morte das vacas em casos mais graves com fatores de maior toxicidade.

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Referências:

COSTA, J.A.A. & QUEIROZ, H.P. Régua de Manejo de Pastagens. Comunicado Técnico 125. Embrapa Gado de Corte. 2013. 7p. Disponível em <http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/92016/1/COT125.pdf>. Acesso em 19 de Outubro de 2018.

PEREIRA, L. E. T.; POLIZEL, G. H. G. Princípios e recomendações para o manejo de pastagens. Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEAUSP), 2016.

Autores:

Guilherme Henrique Gebim Polizel
Graduando em Medicina Veterinária pela USP-FZEA

Roberto Arana Elmor
Médico veterinário e Representante Comercial da AgroInova

Sobre o autor

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