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Blog Post

JUL
24
2018

Quais são os tipos de produção na piscicultura?

No início tida como atividade apenas de subsistência, atualmente a piscicultura é um dos setores do agronegócio que mais cresce no Brasil e no mundo.  Esse crescimento e modernização da atividade, dado pela necessidade da produção de alimentos no planeta, fez com que a aquicultura que antes era de subsistência, com poucos animais por tanque, se tornasse uma atividade de negócio, com alta produtividade. Sendo assim, foi classificada em diferentes sistemas produtivos, sendo eles: extensivo, semi intensivo e intensivo.

Estes sistemas possuem, portanto, características que os diferem entre si, sendo que o aspecto determinante é a quantidade de animais por m², que consequentemente vai demandar mais oxigênio, ração, maiores cuidados, tecnologia, entre outros.

De forma geral, sistemas extensivos são caracterizados por serem sistemas mais rústicos, com poucos animais por metro quadrado. De modo geral a densidade de estocagem é de um peixe para cada 5 m², sem o uso de aeradores e de ração. Os peixes alimentam-se exclusivamente da comunidade natural formada no próprio ambiente de cultivo.  Por ser o mais simples, é também o que necessita menor investimento, porém menor produtividade acarreta em menor rentabilidade.

Sistemas semi intensivos já começam a empregar tecnologia no cultivo, uma vez que a densidade de estocagem aumenta. Há um melhor planejamento do viveiro de cultivo e a fertilização da água passa a ser essencial a fim de maximizar a produção, que já conta com ração comercial para complementar a alimentação dos peixes. Além disso, a produção primária pode auxiliar na qualidade de água. Outro aspecto importante é o uso de aeradores, especialmente a noite, quando a respiração do tanque aumenta devido a comunidade fitoplanctônica.

Sistemas intensivos, por sua vez, utilizam até doze animais por metro quadrado, no caso da tilápia em viveiro escavado, por exemplo. Mas existem os tanques-rede e sistemas fechados tipo RAS (Recirculating Aquaculture Systems) e bioflocos que utilizam densidade até 10 vezes maior que em viveiros escavados. A ração é a principal fonte de alimentação dos peixes e o uso de aeração é essencial em todos os períodos do cultivo.

O oeste do Paraná por exemplo, tem se destacado pela utilização de sistemas intensivos no cultivo de tilápias em viveiros escavados. Mas de modo geral, predomina no Brasil os cultivos semi intensivos, principalmente com espécies nativas. Os extensivos dificilmente possuem um objetivo comercial, sendo mais para recreação ou subsistência familiar.
Fonte: Trevisan

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