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JAN
11
2018

Raios: O que fazer para reduzir os riscos em sua fazenda

No último dia 04 de janeiro, nos deparamos com a notícia de que 84 bois morreram durante uma tempestade na região de Franca, no norte do Estado de São Paulo. Um prejuízo enorme para o dono do rebanho! Você, produtor, já deve ter ouvido muitas notícias como essa, aí em sua fazenda, não? Isso porque é comum a incidência de raios nesta época do ano em que as tempestades são mais frequentes.

O Brasil tem a maior zona tropical do mundo e chega a receber cerca de 50 milhões de descargas elétricas por ano. Como a maior parte dos rebanhos no país é criada em espaços abertos, os riscos são ainda maiores. Você sabe o que fazer para reduzir as chances de um acidente? *Listamos aqui alguns sistemas contra raios que podem ajudá-lo a proteger o seu gado, veja:

Para-Raios Franklin e Áreas de Proteção

Este método foi proposto por Benjamin Franklin e tem por base uma haste elevada. Esta haste em forma de ponta produz, sob a nuvem carregada, alta concentração de cargas elétricas, juntamente com um campo elétrico intenso. Isto produz a ionização do ar, diminuindo a altura efetiva da nuvem carregada, o que propicia o raio pelo rompimento da rigidez dielétrica da camada de ar. O raio captado pela ponta da haste é transportado pelo cabo de descida e escoado na terra pelo sistema de aterramento.

Atenção! Se a bitola do cabo de descida, conexões e aterramento não forem adequados, as tensões ao longo do sistema que constitui o para-raios serão elevadas e a segurança estará comprometida.

Este tipo de para-raios oferece uma proteção que corresponde ao volume de um cone em que o captor (ponta) fica no vértice deste e o ângulo formado entre a geratriz e o eixo vertical do cone é de 60º, ou seja, o raio de proteção é equivalente a 1,7 vez a altura da haste. Tudo que estiver dentro do espaço abrangido por este cone estará, teoricamente, protegido.

Gaiola de Faraday

Este sistema é mais utilizado para proteção de casas e galpões, cujas dimensões dificultam ou impedem a instalação de para-raios tipo Franklin ou Haste. A gaiola de Faraday é formada por cordoalhas de cobre ou de aço galvanizado (zincado) com bitola mínima de 50 mm2 (ABNT), instaladas em forma de malha espaçadas de 10 m no máximo, nos pontos mais altos da cobertura e em volta desta, sendo conectada ao sistema de aterramento por meio de condutores de descida. Ao longo e nas juntas destas cordoalhas instalam-se pontas metálicas de 30 cm de comprimento para facilitar a incidência dos raios. A distância máxima entre dois condutores de descida é de 20 m.

O sistema de aterramento é constituído por uma malha fechada em volta da edificação, enterrada no solo a um metro de profundidade e a um metro de distância da edificação. Nas juntas dos condutores de descida com a malha de aterramento são cravadas as hastes de aterramento.

Cercas Divisórias e Currais

As cercas de arame conduzem o raio a grandes distâncias. Quanto mais extensa for a cerca, maior será a área perigosa. A corrente elétrica percorre pelos fios da cerca até encontrar um caminho mais fácil para a terra. Para reduzir os riscos de acidentes e mortes de pessoas e animais ao longo das cercas e suas proximidades atingidas por raios, recomenda-se que elas sejam seccionadas e aterradas adequadamente.

Seccionar uma cerca significa interrompê-la regularmente em intervalos médios de 200 m (máximo de 300 m), transformando-a em uma série de pequenas cercas isoladas. A distância entre os esticadores interrompidos deve ser no mínimo de 50 cm, completando esse vão por duas estacas de madeira para evitar a passagem de animais novos ou menores.

O número de pontos de aterramentos na cerca deve ser o maior possível. Em média, recomenda-se aterrar as cercas a cada 50 m para terrenos secos e a cada 100 m para terrenos úmidos. O aterramento consiste em ligar os fios da cerca à terra. Isto pode ser feito com um fio-terra (cabo) de cobre ou arame galvanizado com fios trançados (50 mm2), resistente à corrosão, que será conectado a uma haste de aterramento cravada verticalmente no solo, a uma profundidade mínima de 60 cm.

Outra maneira de aterramento será conectar o fio-terra a um cabo galvanizado de 3,0 m de comprimento e diâmetro de 6 a 8 mm, enterrado a uma profundidade mínima de 0,60 m na horizontal. Os aterramentos de dois trechos de cercas seccionados devem ficar afastados, no mínimo, 20 m.

Cercas de arame que passam sob a rede elétrica devem ser seccionadas e isoladas com uma distância mínima de 20 m, sendo 10 m para cada lado da rede. Os currais de régua ou cordoalhas também devem ser protegidos contra raios. Nesses locais, com grande concentração de animais e circulação de pessoas, numa área reduzida, o sistema de proteção deve ser feito com maiores cuidados em relação às cercas.

PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA PROTEÇÃO: É PREFERÍVEL NÃO TER PARA-RAIOS A TER UM MAL DIMENSIONADO OU MAL INSTALADO. SEMPRE CONSULTE UM PROFISSIONAL HABILITADO DE SUA CONFIANÇA.

 *Fonte Embrapa Gado de Leite – http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia8/AG01/arvore/AG01_261_217200392410.html

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